6.8.08

nao consigo postar droga!

2.8.08

Sr. Tempo, sempre ele!

Com seu tic-tac incessante, anunciando sonecas e novas alvoradas. Nunca, nunca pára.


Mas aí, tem horas que a gente pára. Sente que é hora de esquecer desse senhor ativo e onipresente e dar lugar à outras coisas. Aí vem a chuva. O calor. Os amigos. As oportunidades que vêm sem hora certa, sem data nem TEMPO marcado. Abraços. O velho que parece novo, mesmo que só por agora.

e aí o novo-velho toma novos ares e... é tempo de morangos, Macabéia?

você tem o que dizer?


penso, às vezes, que escrevo sem ter o que dizer...

***

Sobre quanto vale ou é por quilo? Como uma boa ideia pode ser estragada em sua realização. O filme se propõe a revelar o mercado que existe por trás das boas ações. O enredo principal, enfocado em uma empresa que está desviando dinheiro de um projeto pra uma determinada favela, é interrrompido por curtas histórias da escravidão. As histórias são facilmente associaveis a enredo atual. Uma escrava que ajuda a um amiga emprestando-lhe dinheiro a juros e uma mulher que ajuda a empregada pagando a festa de casamento de sua sobrinha, e essa tem que trabalhar exorbitantemente pagar pagar a dívida.

Esquecendo o enredo principal, e nos voltando somente à história dessa empregada temos: alcolismo, criminalidade, exploração dos patrões dos funcionários menos esclarecidos, a falta de perspectiva na favela. A empregada começa o filme tomando um copinho de cerveja e no fim do filme cedo da manhã está embreagada. Esse tema foi retratado com grande naturalidade, como eu imagino que aconteça: de copo em copo. O genro de tanto ser cobrado pelos desejos consumistas e pelos sonhos da sua esposa se torna um matador de aluguel para ter uma vida digna aos olhos do capital. Sua esposa de vinte e poucos anos nao se anima de fazer nada na vida, espera por um bebê e lê revistas de fofoca enquanto sonha com a vida de atriz. Todos esses aspectos foram abordados em uma história secundária.

Entre um roubo de escravo e uma morte de aluguel vemos uma idéia muito boa se esvaindo. Se fosse um documentário? Se os desvios dessem em alguma coisa? Se ela não tivesse se corrompido no final alternativo para salvar sua pele? Se esquessecem a escravidão? Ou se o link com o presente fosse feito de outra forma?

Não sei da resposta de como se fazer um bom filme. Mas todo e qualquer ser humano sei reclamar muito bem do que foi feito.

***

cada vez menos, as mesas de bar me parecem reconfortantes. Em domicilio conjugal, Doinel e Chistine lêem na cama. Penso se um dia vou poder encontrar as pessoas ficar em silêncio o tempo que me parecer agradável.

***

Acho que queria escrever mais sobre bares, mas o assunto principal so me chegou ao fim do post e confirma minha especulação inicial de que escrevia sem ter porque. Fica pra próxima o real assunto principal.

31.7.08

sintonia de gerações

- A vida é curta, passa muito rápido tem que aproveitar. - Essa foi a frase que a mulher de meia idade proferiu. Ainda que de boa formação, de certo graduada, e se não me engano com mestrado em curso, ela escorregou. Pá! Meteu um clichezão desse no meio de uma conversa que se anunciava mística.

Sua jovem interlocutora calou-se, desviou o olhar dos olhos daquela mulher, olhou para as janelas no fundo da sala, para o computador ali vizinho. "Como é aproveitar a vida?".

Mal acabou de se questionar fora interrompida pela mulher, que lera em seu olhar perdido qualquer outra coisa, que não a que ela pensava: - Claro, não falo de viver num bar.

- Perguntava-me justamente o contrário: o que seria aproveitar a vida?. Enquanto falava se perguntava qual o caminho do meio entre o que está nos livros e o que está fora deles.

silêncio na sala.

11.6.08

E eu nem sabia!

Criei esse blog com Lara e eu nem sabia que ela seguiu postando! ahahahha Que surpresa!

Como se posta de tudo que der na telha, lá vai.

Que sede é essa, que não acaba nunca, de conhecer o mundo, de mochila nas costas, de saber que quanto mais se lê, menos se conhece do que se passa...

E quantas perguntas!!! Sobre tudo, sobre todos. E quando se pára de perguntar e só se observa, ali, calada, um misto de felicidade e angústia, de inquietação e de curiosidade.

Aí chega o sono. E outro dia começa, nessa cidade de clima desértico, que ora faz calor, ora frio!!!
E ainda sim, respira uma boa dose de liberdade.

19.3.08

Sonhos...

Sonho com o dia que eu vou chegar em casa e não vai ter mais nada pra arrumar!
Sonho..

17.3.08

Pensei em esse domingo falar sobre domingos, na verdade, hoje já é segunda mas ainda tah com muita cara de primeiro dia da semana, pra mim o dia só muda quando eu durmo mais de 4 hrs. Às vezes eu penso que morando só, os domingos tem muito mais cara de domingos e não importa quantas cervejas vc beba, ou quantos amigos visite... Nada!! Nada importa... a melancolia deve estar no cheiro desse dia ou na cor. Talvez mais na cor, por que a luz conseguiria melhor que qualquer outro artificio passa por toda a terra em 24hrs.

O final esperado é uma solução sensacional de rebatedores cor de rosa no céu... decepciono o leitor dizendo que depois de pensar tudo isso não mudei se quer a cor da cortina da minha casa e que o por-do-sol hoje foi um dos mais bonitos que vi na cidade que deve ter um dos céus mais bonitos do mundo todo. Acho que hoje não teria disposição suficiente pra fazer isso, e amanha.. bom amanha ainda vai faltar tanto tempo pra chegar o proximo domingo...