Primeiro você chega, depois se acomoda, e quando vc tem pra quem ligar é hora de mudar.
É mesmo?
Quando não dá pra mudar tem as viagens de fim de semana. Esse sim, o outro também.
Às vezes cansa. Nem imaginava.
Esse ano estive sempre arrumando malas. Visitei amigos de 8, 5, 3... anos que não via. Fiz amigos que já penso em quando vou reencontrar.
De alguma forma estive por toda parte.
De outra forma, não estou nunca em lugar nenhum.
mais malas!
12.8.08
9.8.08
lugares publicos noturnos
eu queria na cidade um lugar que desse pra andar a noite de boa. Se o parque das dunas abrisse, ou o novissimo parque da cidade, ou mesmo se a praia voltasse a ser segura, só para caminhar um pouco enquanto descobrimos melhor o que as outras pessoas pensam.
vai ver a praia foi destruida pelos empresários da orla e da rua do salsa em conjunto com os dos bares de petropoles pra o tempo inteiro termos que estar em lugares SEGUROS, sem tantas prostitutas. Nesses lugares so dá pra sentar, são meio abertos, mas eu queria ver um céu inteiro, oras.
teorias da conspiração a parte, onde se vai sem dinheiro?
6.8.08
vestindo bermuda e havaianas disse-lhe que queria ser livre. Em outra parte do mundo, vestindo camisola, ainda, ela escreveu-lhe alguns meses depois para contar-lhe sobre sua deliciosa sensação de viajar para suas expedições, coletar seus fungos e pegar a estrada de volta pra casa sem a ansiedade de esperar noticias suas, ou mensagens de infinitas saudades. Pensou que pela primeira vez, desde que se beijaram, voltar pra área em que os celulares pegam não fora motivo de angústia. (Devo, enquanto narradora, interferir pra dizer que aquela angústia era completamente desnecessária, uma vez que até eu que nada tenho a ver com a história sabia que ele não lhe escreveria.)
O cantor pergunta: aonde vou agora livre mais sem você? Não percebeu, mas não quis. A qualquer lugar, arnaldo.
O cantor pergunta: aonde vou agora livre mais sem você? Não percebeu, mas não quis. A qualquer lugar, arnaldo.
2.8.08
Sr. Tempo, sempre ele!
Com seu tic-tac incessante, anunciando sonecas e novas alvoradas. Nunca, nunca pára.
Mas aí, tem horas que a gente pára. Sente que é hora de esquecer desse senhor ativo e onipresente e dar lugar à outras coisas. Aí vem a chuva. O calor. Os amigos. As oportunidades que vêm sem hora certa, sem data nem TEMPO marcado. Abraços. O velho que parece novo, mesmo que só por agora.
e aí o novo-velho toma novos ares e... é tempo de morangos, Macabéia?
Mas aí, tem horas que a gente pára. Sente que é hora de esquecer desse senhor ativo e onipresente e dar lugar à outras coisas. Aí vem a chuva. O calor. Os amigos. As oportunidades que vêm sem hora certa, sem data nem TEMPO marcado. Abraços. O velho que parece novo, mesmo que só por agora.
e aí o novo-velho toma novos ares e... é tempo de morangos, Macabéia?
você tem o que dizer?
***
Sobre quanto vale ou é por quilo? Como uma boa ideia pode ser estragada em sua realização. O filme se propõe a revelar o mercado que existe por trás das boas ações. O enredo principal, enfocado em uma empresa que está desviando dinheiro de um projeto pra uma determinada favela, é interrrompido por curtas histórias da escravidão. As histórias são facilmente associaveis a enredo atual. Uma escrava que ajuda a um amiga emprestando-lhe dinheiro a juros e uma mulher que ajuda a empregada pagando a festa de casamento de sua sobrinha, e essa tem que trabalhar exorbitantemente pagar pagar a dívida.
Esquecendo o enredo principal, e nos voltando somente à história dessa empregada temos: alcolismo, criminalidade, exploração dos patrões dos funcionários menos esclarecidos, a falta de perspectiva na favela. A empregada começa o filme tomando um copinho de cerveja e no fim do filme cedo da manhã está embreagada. Esse tema foi retratado com grande naturalidade, como eu imagino que aconteça: de copo em copo. O genro de tanto ser cobrado pelos desejos consumistas e pelos sonhos da sua esposa se torna um matador de aluguel para ter uma vida digna aos olhos do capital. Sua esposa de vinte e poucos anos nao se anima de fazer nada na vida, espera por um bebê e lê revistas de fofoca enquanto sonha com a vida de atriz. Todos esses aspectos foram abordados em uma história secundária.
Entre um roubo de escravo e uma morte de aluguel vemos uma idéia muito boa se esvaindo. Se fosse um documentário? Se os desvios dessem em alguma coisa? Se ela não tivesse se corrompido no final alternativo para salvar sua pele? Se esquessecem a escravidão? Ou se o link com o presente fosse feito de outra forma?
Não sei da resposta de como se fazer um bom filme. Mas todo e qualquer ser humano sei reclamar muito bem do que foi feito.
***
cada vez menos, as mesas de bar me parecem reconfortantes. Em domicilio conjugal, Doinel e Chistine lêem na cama. Penso se um dia vou poder encontrar as pessoas ficar em silêncio o tempo que me parecer agradável.
***
Acho que queria escrever mais sobre bares, mas o assunto principal so me chegou ao fim do post e confirma minha especulação inicial de que escrevia sem ter porque. Fica pra próxima o real assunto principal.
31.7.08
sintonia de gerações
- A vida é curta, passa muito rápido tem que aproveitar. - Essa foi a frase que a mulher de meia idade proferiu. Ainda que de boa formação, de certo graduada, e se não me engano com mestrado em curso, ela escorregou. Pá! Meteu um clichezão desse no meio de uma conversa que se anunciava mística.
Sua jovem interlocutora calou-se, desviou o olhar dos olhos daquela mulher, olhou para as janelas no fundo da sala, para o computador ali vizinho. "Como é aproveitar a vida?".
Mal acabou de se questionar fora interrompida pela mulher, que lera em seu olhar perdido qualquer outra coisa, que não a que ela pensava: - Claro, não falo de viver num bar.
- Perguntava-me justamente o contrário: o que seria aproveitar a vida?. Enquanto falava se perguntava qual o caminho do meio entre o que está nos livros e o que está fora deles.
silêncio na sala.
Sua jovem interlocutora calou-se, desviou o olhar dos olhos daquela mulher, olhou para as janelas no fundo da sala, para o computador ali vizinho. "Como é aproveitar a vida?".
Mal acabou de se questionar fora interrompida pela mulher, que lera em seu olhar perdido qualquer outra coisa, que não a que ela pensava: - Claro, não falo de viver num bar.
- Perguntava-me justamente o contrário: o que seria aproveitar a vida?. Enquanto falava se perguntava qual o caminho do meio entre o que está nos livros e o que está fora deles.
silêncio na sala.
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